A Sónia, a Susana e o Paulo, bombeiros da corporação de Vila Nova de Oliveirinha, em Tábua, morreram cercados pelas chamas. Tentaram fugir, mas já não conseguiram. “O fogo apanha-os por detrás”, descreveu Vítor Silva, presidente da corporação. No domingo, João Silva morreu de doença súbita, durante uma pausa para a refeição, no combate a um fogo em Oliveira de Azeméis. O pior aconteceu. Em apenas três dias, os fogos já mataram sete pessoas - quatro bombeiros e três civis - e fizeram mais de 50 feridos, segundo o último balanço. É preciso recuar a 2020 para termos tantos mortos em incêndios e queimadas (nove vítimas). Ninguém esquece o que aconteceu em 2017 - o ano mais negro em Portugal, com a perda de 119 pessoas, - e é preciso garantir que não se repete. Mas será que aprendemos alguma coisa com a tragédia de Pedrógão Grande? O Governo respirou de alívio no ano passado, com zero vítimas mortais em incêndios rurais e queimadas, mas, infelizmente, o pesadelo voltou e o País volta a chorar vidas tiradas pelas chamas. A situação que se vive no Norte e Centro é dramática e pode piorar. Desde o ano 2000, as chamas já mataram mais de 260 pessoas.
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