A Ronald Read, um discreto empregado numa estação de serviço de Vermont, nos Estados Unidos, apenas era conhecida a habilidade para cortar lenha e a sua vida humilde. Morreu em 2014 e só após o funeral foi descoberto que, afinal, aquele homem modesto tinha uma fortuna acumulada de perto de seis milhões de euros, conseguida, pensa-se, em investimentos com as suas poupanças.
Sílvia, de Vila Real, Joaquim, de Castelo Branco, e Elsa, uma suposta dona de casa luso-angolana, bem podiam ser nomes anunciados como vencedores de algum concurso televisivo. Mas são muito mais do que isso. Na verdade, milhões de vezes mais. Constam da lista de depositantes do Banco HSBC, na Suíça, agora divulgada, referente aos anos de 2006 e 2007. Os depósitos variam entre os 17 milhões e os 222 milhões de euros. O Ministério Público está a "acompanhar a situação" e a recolher "todos os elementos" relacionados com o caso. Quem sabe, o nosso vizinho apenas conhecido pelos rápidos bons-dias trocados no elevador é também um multimilionário. Anda por aí muito dinheiro escondido e por explicar. Que deve ser justificado.
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