O debate seguia equilibrado, tal como a própria nação que se debatia. Foi então que o primeiro-ministro recebeu a deixa para virar as atenções para longe de Pedrógão Grande, de Tancos, das cativações.
A pergunta dos aliados da esquerda era sobre a PT, e António Costa agarrou na bola e fugiu com ela. Comparou a empresa à Cimpor (que depois de comprada vai sofrendo e sendo fragmentada); acusou a PT de ser a única cuja rede falhou durante os incêndios mais graves; e acabou com uma tirada que merece realce, por ser tão dispensável e até despropositada: "Eu por mim já fiz a escolha da companhia que utilizo".
Já fez a escolha mas não disse, o que é pena e deixa os portugueses em suspenso. Será cliente da NOS? Da Vodafone? Mais do que isso, qual é o pacote escolhido? Será um Yorn ou um Wtf, que diz que "tá-se’ tudo a passar", slogan apropriado após os recentes tiros no pé do Governo?
Não sabemos. Ficamos a aguardar a clarificação, disso e do resto. Os portugueses querem saber se Costa bebe Fanta ou Sumol, se vai ao Alive ou ao Super Bock Super Rock, se anda de Mercedes ou de Dacia. Ou então não querem saber nada disto, e querem é que Costa resolva os problemas do país.
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Afinal de que adiantam dias de descanso se tivermos fome e sem casa para morar?
Não gostava do Generalíssimo como não gostava do dr. Salazar, o que várias vezes se apresentou ser um problema para a família
Olhamos para o lado e vemos o Governo espanhol a apoiar famílias e empresas
Em Portugal, nada é mais difícil do que o humor. A realidade vem sempre coberta por uma mortalha absurda que derrota qualquer concorrência.
O mais urgente: remeter ao MJ as propostas da regulamentação em falta, para aprovação.
Sem intermediação religiosa