Uma guerra por outros meios, foi assim o Festival da Eurovisão deste ano. A Ucrânia venceu e uma querela diplomática estalou com a Rússia.
Com razão, até certo ponto, pois o claro conteúdo político do tema vencedor – que fala da expulsão dos tártaros da Crimeia, ordenada por Josef Estaline em 1944 – deveria, talvez, ter ditado a exclusão do tema ucraniano.
Mas como foi aceite, a organização ficou num beco sem saída. É que ‘permitir’ uma derrota da Ucrânia para a Rússia não teria soado bem, quando há somente dois anos a Rússia de Putin reocupou a Crimeia.
Para compor o quadro, Jamala, a intérprete do tema da Ucrânia, é uma tártara da Crimeia. O que cantou foi, por isso, uma mensagem muito pessoal contra o poder russo.
Acresce que o festival decorreu este ano na Suécia e, dias antes da final, os líderes nórdicos foram aos EUA dizer sim ao reforço do aparelho militar da NATO no Leste europeu para fazer frente à ameaça russa.
A Rússia tem razão quando diz que venceu a geopolítica. Pode não ter sido bonito, mas se, como o Nobel da Literatura, a Eurovisão tende a ser o espelho das querelas mundiais, que o seja por boas razões.
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