No 50.º aniversário da independência da República de Angola, o Presidente da República Portuguesa deslocou-se a Luanda e assistiu à cerimónia em que o seu homólogo e anfitrião evocou “a vitória sobre o colonialismo português que nos oprimiu e escravizou durante séculos” e “500 anos de colonização, escravatura e humilhação”. Questionado sobre estas palavras – únicas dedicadas a Portugal -, Marcelo Rebelo de Sousa comentou, num cuidadoso circunlóquio destinado a escolher palavras, que tinha achado João Lourenço “muito sucinto”, “muito cuidadoso” e “muito simpático”. Dizem alguns que o nosso Presidente se deveria ter levantado e abandonado a cerimónia. Não sou dessa opinião, mas acho que não reagiu como devia. Devia, como fez, ter realçado a excelência das nossas relações. Podia, como fez, ter relativizado as declarações do seu homólogo numa data que evoca a vitória sobre o colonialismo. Mas não podia ter deixado de sublinhar que há outra parte da História que ficará e não é de somenos importância. Felizmente para portugueses e angolanos, soubemos construir laços linguísticos, culturais e sociais indestrutíveis, de que nos orgulhamos.
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É caso para Trump ouvir uma voz dizer-lhe: “Por que me persegues?”.
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É o mais complexo dos romances, o mais citado e o mais querido, ligado a Cervantes como um todo inseparável.
Enquanto o povo falar, cabe ao resto do mundo não desviar o olhar e, pelo menos, continuar disposto a ouvir até ao fim.
Aqueles que chegam a um restaurante que confecciona uma especialidade formidável, mas - azar dos azares! - está repleto, não há mesa; ficam exasperados.
Eis a melhor definição que conheço para um jornalismo de investigação atento, corajoso e disposto a enfrentar os poderes.
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