Robert Pape, professor da Universidade de Chicago, tem passado a última semana a escrever (e alertar) para o facto de os bombardeamentos por munições guiadas de precisão, por si só, não resolverem o problema do Irão; e são 'apenas' um modo coercivo de buscar objetivos inalcançáveis sem presença de 'botas no terreno'. Tem sido assim desde a missão da NATO no Kosovo (1999), em que a campanha aérea norte-americana (pela primeira vez em larga escala com mísseis e bombas guiadas) levou a um acelerar e agravar das atrocidades de Miloševic, que só as reduziu quando viu forças terrestres da NATO. Foi o falhanço da teoria, agora repetida no Irão, de que uma campanha aérea coerciva seria suficiente para castigar e fazer parar os agressores, que se renderiam ao primeiro míssil de cruzeiro. O ataque EUA-Israel ao Irão corre um sério risco de ser a pior 'iniciativa de ajuda' do povo iraniano. Acossado, mas não eliminado, não será de descartar que o regime dos aiatolas se vingue nas pessoas, seja pela violência ou pelo arrastar de uma guerra que levará à chegada de milhões de refugiados na Europa. Dificilmente Trump - que para já só alcançou o alastrar do conflito a toda a região - conseguirá algo sem tropas no terreno.
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Dificilmente Trump - que para já só alcançou o alastrar do conflito a toda a região - conseguirá algo sem tropas no terreno.
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