Nos 40 dias da Quaresma (entre a quarta-feira de cinzas a 18 de fevereiro e a quinta-feira da semana santa a 2 de abril) morreram 52 pessoas nas estradas portuguesas. Depois disso, e só na sexta-feira santa, dia 3 de abril, morreram sete pessoas em acidentes de viação. Já estamos a bater nos 60. Podemos discutir a guerra no Médio Oriente, os preços, os ordenados parados desde a troika, os gangues, a corrupção, os abusos sexuais de crianças, um sem número de poucas vergonhas que nos afligem. Mas a verdadeira tragédia portuguesa (para a qual só encontro rival na violência doméstica, mas esta infelizmente não é exclusivo nosso) é o número obsceno de mortos nas estradas. E o mais preocupante é que ninguém faz nada efetivo e bem sucedido contra isso. Uma inoperância total de governos e autoridades. Campanhas nas redes sociais não resolvem: quem está na tasca e depois pega no carro não vai antes à internet para se sensibilizar. Em 2025 os polícias não protestaram e os números resultantes das fiscalizações dispararam. Está visto que o caminho repressivo é o único que os infratores entendem. Agrave-se o valor das multas e as sanções de inibição de conduzir.
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