A agressão dos EUA e Israel ao Irão é uma flagrante violação dos princípios do direito internacional e da Carta das Nações Unidas e constitui uma perigosa escalada de guerra, a nível regional e global. O real motivo da agressão apenas agrava o cenário. O objetivo é a imposição, pela força, do domínio hegemónico dos EUA à escala global, incluindo o controlo político do Médio Oriente e dos seus recursos naturais, contando a nível regional com a ação de Israel. É grave que a UE tenha dado suporte político a esta agressão, assumido uma posição de submissão aos EUA. É grave que essa posição tenha sido acompanhada pela generalidade dos governos dos países que integram a UE, incluindo o governo português. É ainda mais grave que alguns países tenham inclusivamente dado apoio à agressão militar, nela envolvendo meios militares ou o próprio território nacional, como aconteceu com a autorização dada pelo governo português para a utilização das Lajes. O governo não tem o direito de envolver Portugal e o povo português na guerra. Pelo contrário, exige-se é que o governo português cumpra a Constituição, condenando a agressão e exigindo o respeito pelos princípios do direito internacional e pela Carta das Nações Unidas. Ainda não é tarde para fazer o que está certo.
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Faltou solidariedade com a Espanha e o Reino Unido.
O governo não tem o direito de envolver Portugal na guerra.
Defensores implacáveis da sua independência e liberdade, os finlandeses sabiam bem como era importante um país periférico do continente europeu libertar-se de uma longa ditadura.
Foi criado pelos americanos durante a Segunda Guerra Mundial quando houve racionamento.
Dificilmente Trump - que para já só alcançou o alastrar do conflito a toda a região - conseguirá algo sem tropas no terreno.
Eles estão cá dentro guardados, todos, num lugar onde nem sabemos muito bem onde começamos nós e acabam eles