O balanço global de 2016 é pesado, apesar de ser ano de algum desanuviamento nacional: ganhámos o Europeu de futebol, driblámos os antieuropeus que nos queriam sob sanções financeiras, a "Geringonça" manobrada pelo PM Costa contou com apoio crítico do PR Marcelo, ambos nos puxam pela autoestima e resiliência para nos pôr a desbravar mercados, ficando e fazendo pelo País.
Foi ano em que António Guterres se fez eleger para o topo da ONU. Mas as nações estão pouco unidas e o trabalho do Secretário-Geral - "o mais impossível da Terra" (o primeiro SG o disse) - mais impossível que nunca se apresenta: a guerra na Síria/Iraque está para durar, queiram ou não Putin, Erdogan e comparsas iranianos. E vai alastrar se o conflito israelo-árabe voltar a inflamar-se: para isso, já trabalha o irresponsável Trump, que anuncia nova corrida ao armamento nuclear...
E a União Europeia, de que precisaríamos forte e firme? Brexit abala por dentro, Trump de fora abana a NATO, Putin agressor na Ucrânia desafia nos Bálticos, Erdogan chantageia, populismos à solta, terrorismo à espreita, refugiados e migrantes continuarão a vir...
Mas em 2017, na UE, tudo o que importa (euro a completar, gestão comum das dívidas soberanas, harmonização contra a selva fiscal) vai ficar pendente das eleições em França (abril) e na Alemanha (setembro). E pode não levar a lado nenhum: com Le Pen ou Fillon, quem ganha é Putin. Que nem precisa de interferir na campanha eleitoral alemã: a ameaça terrorista já condiciona todos pelo discurso da extrema-direita xenófoba...
Portugal não é ilha e por isso bem pode aprovisionar-se em tolerância, solidariedade e outros fortificantes que o novo SG da ONU diz cá ter bebido. Que a Europa Fortaleza, essa, está condenada: a sua destruição abalará o planeta e pode ser em 2017. Oxalá me engane.
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