A questão essencial é esta: vai a ‘task force’ ser capaz de tratar do assunto? Vai. Depois das trapalhadas de Pedrógão, vai. Mas, além da “questão essencial”, há outra: a conversa com o país e com as pessoas que sofreram – a “comunicação”, como dizem os tratadistas. Eu estava a atravessar o distrito de Leiria quando o primeiro-ministro fez a conferência de imprensa de domingo, e ouvi pela rádio. Para além de uma frase desastrosa sobre as vítimas mortais, Montenegro enunciou as medidas do governo – um ataque às condições imediatas do desastre, depois da descoordenação e do mau gosto –, mas não falou para as pessoas. Há dezenas ou centenas de aldeias que continuam fora dos radares das televisões, sem apoio, sem transportes, sem luz, sem ajuda. As medidas estavam lá, mas não aquela mostra de inteligência emocional que um líder tem de transportar para o país naquela hora. A “comunicação” mostra a eficácia diante das câmaras. Mas as palavras pertencem a um dicionário que diz como são os líderes e a sua desenvoltura.
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