Não há semana que passe sem notícias vindas da Polícia Judiciária de operações de relevo ou de detenções de figuras conhecidas do mundo criminal. Tal é resultado do empenho dos operacionais desta casa, cujo trabalho recai sobre faixas turvas da sociedade e que decorre muitas vezes fora do horário normal com dedicação, resiliência e sacrifício, sempre compassado pela experiência coletiva que é transmitida de geração em geração. É um labor discreto, umas vezes até sigiloso, e que tem garantido à instituição apresentar resultados extraordinários face ao investimento que nela é realizado, algo que é percebido pela maioria da população e até por organismos internacionais. Apesar do frenesim em que vivemos e onde parece que o mais importante é manter o fluxo de notícias, dever-se-ia ponderar seriamente se a urgência mediática se sobrepõe ao acautelar das investigações ainda em curso, pois palavras a mais numa conferência de imprensa podem ditar danos irreparáveis no desfecho de um caso. E certamente não se pretende que luzes de flashes revelem aos criminosos como se trabalha na sua sombra.
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