O Bloco de Esquerda (BE) quis testar novos limites, mas a maioria reagiu mal. No meio da piromania das redes sociais, que hoje se ‘incendeiam’ por tudo e por nada, surgiram os primeiros retratamentos, alguns de dentro do próprio partido. Marisa Matias foi das primeiras a assumir que "foi um erro". Catarina Martins teve de fazer o mesmo na TV, atualizando apenas o tempo do verbo: "É um erro".
Afinal, o BE estava a perder mais do que a ganhar com a polémica, sobretudo agora que a ambição e os horizontes políticos são maiores do que nunca. Francisco Louçã considerou "muito discutível a oportunidade e a eficácia" do que classificou de um normal exercício de humor. Já José Manuel Pureza, atual vice-presidente da Assembleia da República, remeteu-se ao silêncio. Pudera, é católico e vai à missa.
Não há dúvida de que o BE se fez um partido cada vez mais igual aos outros. Escapou João Semedo: "Acho a adoção um problema demasiado importante para se perder tanto tempo a discutir um cartaz". Nada mais acertado. Se Jesus teve dois pais – ou três como Alfredo Barroso defendeu em busca de protagonismo –, há milhares de crianças portuguesas sem nenhum. E muitas delas nem sequer com mãe. Não dá para rir, mas devia obrigar a agir.
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