As autárquicas estão aí, por isso hoje é a última oportunidade de falar sobre o assunto, já que o paternalismo do Estado continua a insistir numa coisa inútil e bafienta chamada Dia de Reflexão. Com a votação no domingo, há muita nervoseira à solta. Veja-se o presidente da Câmara do Porto, que parece acreditar um pouco demais no seu papel messiânico de regeneração da política sem partidos.
A sua reação a uma sondagem da Católica - que dava um estranho mas possível empate técnico entre Moreira e o seu ex-parceiro e agora rival Manuel Pizarro - foi não apenas excessiva como despropositada. Querendo discutir os métodos utilizados no estudo - um direito que lhe assiste - não resistiu a tiradas gastas e populistas, como esta: "Estas operações têm autores e várias facetas que visam impedir o Porto livre e independente de pensar pela sua cabeça e de voltar a ganhar umas eleições, que tanto incomodaram os diretórios dos partidos em Lisboa, a 29 de setembro de 2013".
Os ares do Porto tiveram um efeito estranho também sobre António Costa, que decidiu acabar inopinadamente uma entrevista porque não gostou das perguntas sobre a corrida autárquica na cidade. Pede-se mais tranquilidade. E mais cultura democrática, já agora.
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