A leitura (palavra multidisciplinar) dos resultados das eleições de domingo não anda muito longe do costume: António Costa está nas boas graças do povo e tem caminho para subir um degrau no T2, T3 da área urbana da pátria. Águia como o bicho, percebeu na noite em que encostou os comunistas às cordas e reduziu os bloquistas à prosápia, que o milho aos pombos deveria alargar-se a outros ninhos.
Fácil, barato e com margem para alguns milhares de votos: a folga de IRS no escalão mais baixo e o desdobramento no segundo escalão, alarga-se ao terceiro patamar, porta de entrada de uma classe média com outras ambições e hábitos. Claro que a esquerda que acordou para uma realidade provável (ser progressivamente engolida pelo glutão Costa) tem pouca autoridade para estrebuchar.
O PCP perdeu um terço da sua influência autárquica, o Bloco ganhou uma freguesia no distrito de Braga – foi assim que Catarina Martins assinalou uma vitória histórica do partido que lidera. Fraca figura para quem quer condicionar orçamentos, ameaçar paralisações, determinar o futuro do país. A geringonça dificilmente fugiria a um fim feio. Costa vai, certamente, dar-lhe um toque de urbanidade.
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