Francisco José Viegas
EscritorMontaigne desenhou para a posteridade um novo tipo de exercício intelectual e espiritual, partindo de si mesmo e da ideia de autoconhecimento – não como o construtor de um grande sistema filosófico, mas através de “tentativas” (“ensaios”) para compreender o mundo a partir da sua experiência. Os seus ‘Ensaios’, cuja edição iniciou em 1580, a 1 de março, dia em que cumpriu 47 anos e escreveu o seu prefácio, começa assim: “Este livro foi escrito de boa fé, caro leitor. Aviso desde já que não lhe propus outro fim senão doméstico e privado.” E deixa o aviso: “Eu mesmo sou o tema do meu livro.” Tal é o monumento assinado por este homem melancólico e culto, que podia ter-se dedicado às suas propriedades e viver tranquilamente naquela França que conheceu o horror das guerras religiosas. Sim, era uma família de agricultores e comerciantes ricos e Montaigne também se ocupou da política, desempenhando cargos públicos, por vezes com sacrifício pessoal, e cumpriu um importante papel como conselheiro de reis.
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