Há um primeiro ponto que gostaria de destacar na apreciação da prestação dos moderadores nos debates da última semana: a capacidade ou incapacidade de reagir a momentos adversos e de deixar claro quem está na condução do momento televisivo. Por duas vezes os jornalistas foram chamados a ter esse tipo de atitude : Clara de Sousa com André Ventura e José Alberto Carvalho com Gouveia e Melo. No caso do debate da SIC, Clara foi surpreendida com uma afirmação de Ventura que a procurou condicionar, sugerindo que Marques Mendes estava “a jogar em casa”. A jornalista nem pestanejou e, imediatamente, mudou o tom de voz e instou o político a esclarecer ou corrigir a sua insinuação ao mesmo tempo que reafirmava que estava a moderar um espaço livre de debate de opiniões. Esteve bem, apagou o que podia ser um incêndio e “meteu no bolso” com elegância e autoridade o candidato e a sua sugestão. Dois dias depois foi a vez de José Alberto Carvalho ter de enfrentar um momento complicado quando Gouveia e Melo se insurgiu em relação a uma pergunta sobre a sua opinião em relação ao apoio de Sócrates à sua candidatura considerando-a “provocatória”, “deslocada” e “estranha”. José Alberto titubeou e não teve o “’killer instinct’ de Clara. Teve a sorte de que o incidente ocorreu no parte final do debate ou teria, provavelmente, perdido a condução do mesmo.
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