Levantei-me, fugaz, para deitar a mão à maçaneta de forma a fechar a janela do quarto. Lá fora, nos jardins de Serralves, os pássaros, enquanto namoravam, cantavam uma melodia que me roubava o foco das leituras. Devia ter uns 16 anos, não mais, e tentava concentrar-me num livro que tinha recebido pelas mãos do meu pai. Era uma edição simples, à antiga, mas que ele me entregou com aquele ar altivo de quem me passava um testemunho que eu tinha a obrigação de conhecer. Fechei a janela, voltei a sentar-me na cama e, finalmente em silêncio, comecei a ler os primeiros versos. Não sabia, nessa tarde, que aquelas páginas me iriam acompanhar até hoje.
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