Fernando, 80 e muitos anos, nunca enjoou do sabor e do cheiro do bacalhau. Andou pela Terra Nova e Gronelândia na dura e perigosa pesca do bacalhau, nos idos anos 50. Chamavam-lhe a "faina maior". Sustentou a família mas nunca conseguiu amealhar grande coisa, nem ele nem muitos outros camaradas, como os pescadores se tratavam entre si. Num tempo em que ter frigorífico era coisa de abonados, os mais pobres chamavam "fiel amigo" ao bacalhau seco. Onde isso já vai! Fernando torce o nariz quando lhe tentam impingir o paloco (ou escamudo), um primo menor do bacalhau. "Vão intrujar outro!" O paloco vem do Pacífico, esfarela-se com facilidade e não chega aos calcanhares de um bom bacalhau. Fernando irrita-se. "Não sabe a nada!"
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Afinal de que adiantam dias de descanso se tivermos fome e sem casa para morar?
Não gostava do Generalíssimo como não gostava do dr. Salazar, o que várias vezes se apresentou ser um problema para a família
Olhamos para o lado e vemos o Governo espanhol a apoiar famílias e empresas
Em Portugal, nada é mais difícil do que o humor. A realidade vem sempre coberta por uma mortalha absurda que derrota qualquer concorrência.
O mais urgente: remeter ao MJ as propostas da regulamentação em falta, para aprovação.
Sem intermediação religiosa
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