Em consideração pelo resto do clã, que era numeroso e mal-comportado, o velho Doutor Homem, meu pai, limitava-se a “deixar passar o Natal”. Eu sou da época em que o Natal nos redimia com o seu mundo de presépios, sensibilidade infantil, histórias de reis magos e o nascimento do Menino. Quando, falhando a fé religiosa e as tradições antigas que lhe estão associadas, se começou a falar do Natal como “a festa da família”, o velho causídico desmoralizou. Tal como a Tia Benedita, ele preferia que a família se reunisse em pleno Verão e no casarão de granito de Ponte de Lima, entre chorões e canteiros de lírios, do que jantar já em pleno Inverno, a uma mesa cheia e palradora. Não deixava de ser agradável, evidentemente, mas não lhe merecia comoção bastante.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
A olhar o nevoeiro entre as agulhas dos pinhais.
A mesma Pátria chorosa volta a não ler o escritor tão amado que durante dois dias foi o mais folheado dos seres humanos
Aguardam que o Professor Marcelo regresse ao “comentário político” enquanto o Dr. Seguro arruma o Palácio de Belém.
No século da inteligência artificial sou um sobrevivente do tempo em que ainda duvidávamos da inteligência humana
O Tio Alberto gostava de café “con unas gotitas” e tomava-o nessas peregrinações plebeias pela Galiza.
Achava que os rios eram interessantes consoante a temporada da lampreia ou da truta
O Correio da Manhã para quem quer MAIS
Sem
Limites
Sem
POP-UPS
Ofertas e
Descontos