Contra todas as evidências, o mundo continua a interessar-me. Há uns anos, a leitura dos jornais de fim-de-semana (por assinatura na papelaria de Caminha), uma passagem de olhos pela televisão (sem som) e a bisbilhotice familiar à mesa do almoço de domingo bastavam para me considerar um cidadão informado e capaz de manter uma conversa sobre o andamento das coisas.
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Nestes tempos em que o assunto das televisões é a geopolítica, a presença do Tio Albano seria bem vinda.
A loiça mantém-se, mas o tom cerimonioso desapareceu.
Contra todas as evidências, o mundo continua a interessar-me.
Tanto produzia catástrofes como pantomineiros.
A lareira só se acende nas vésperas do Natal.
Com um humor finíssimo e sem amargura.
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