Foi ao pequeno-almoço de domingo que percebi que Dona Elaine, a circunspecta governanta deste eremitério de Moledo, tinha afixado junto do aparelho de televisão da cozinha um recorte com o horário dos debates televisivos entre candidatos a presidente da República. Na sua opinião, que partilho com cautela, “devemos estar informados sobre quem nos governa ou manda nisto”. Egoísta como um patriarca de há um século – se nessa altura já houvesse televisão –, nascido antes do advento das democracias, limitei-me a mencionar o provável conflito entre os debates eleitorais e a hora de jantar.
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No século da inteligência artificial sou um sobrevivente do tempo em que ainda duvidávamos da inteligência humana
O Tio Alberto gostava de café “con unas gotitas” e tomava-o nessas peregrinações plebeias pela Galiza.
Achava que os rios eram interessantes consoante a temporada da lampreia ou da truta
Por sermos leais ao passado, não há escolha quando se trata de boa educação.
Era bom para peregrinos de Castro Laboreiro ou frades eremitas de Rendufe.
Não gostava de nêsperas e tinha um certo desprezo por legumes no prato, tratando-os como um apenso decorativo.
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