Rui Moreira
Presidente da Câmara Municipal do PortoEsta semana partilhei na minha página de Facebook uma notícia de um jornal diário que, citando um estudo independente, afirmava que os investidores estão a voltar as atenções para a zona oriental do Porto e que a procura de espaços industriais está a crescer nas freguesias do Bonfim e Campanhã. Haverá vários fatores que justificam o interesse. Mas algum mérito caberá também ao discurso e atuação da atual Câmara Municipal em relação à zona oriental da cidade e aos investimentos que lá estão anunciados. É que o mercado é mesmo assim. Se dissermos que algo vai correr bem, então correrá melhor. Ao contrário, se dissermos todos os dias que vai correr pior, então aumentará a probabilidade de correr mesmo mal.
O Porto vive um momento interessante de desenvolvimento e otimismo. Existe um ambiente favorável aos investidores, criam-se todos os dias novos negócios e empregos e isso potencia o interesse de novos moradores. Porque há confiança. Mas esse sucesso chateia os bem instalados, os que, muitas vezes, à falta de concorrência, se conseguiram governar. Sobretudo, incomoda os Velhos do Restelo, incapazes, no passado ou no futuro, de fazer melhor. E assim, logo que se publica uma notícia como a que me referi, são disparadas críticas e proferidos os novos chavões do imobilismo. Se o investimento é na Baixa é porque se está a descaracterizar o tradicional e a criar pressão. Se é na zona ocidental, é porque queremos tudo na Foz, onde moram os ‘ricos’. Mas quando é em Campanhã, logo alguém dispara: "então e os escritórios da Baixa, ficam vazios?".
São os mesmos que, antes de eu chegar à Câmara, criticavam o meu antecessor pelas razões inversas e chamavam a atenção para a pré-ruína da Baixa, para a decadência de Campanhã, para o elitismo da Foz. E clamavam por gente no centro histórico e pelo turismo, criticavam os preços baixos do imobiliário que penalizavam os proprietários e choravam por serem tão baixos os preços do arrendamento e que isso travava a reabilitação. E travava, realmente! A reabilitação e preservação do património.
Sim, o Velho do Restelo tem essa face dupla. Não quer gente quando há gente e quer tudo baratinho quando o preço sobe. E quer o seu contrário, desde que tudo fique igual ou pior. E tem saudade de um Porto sujo, cinzento, vazio e perigoso. E também não quer ouvir falar de Campanhã e do Bonfim, onde, só por muito azar, terá alguma vez passado. Credo!
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Exposição: Explorar o oceano
'Mar de Inovação - Explore as profundezas do Oceano’ é o título de uma exposição patente no Porto Innovation Hub, projeto da autarquia instalado ao lado dos Paços do Concelho. A exposição foi desenvolvida em parceria com a Universidade do Porto, com coordenação do OCEANUS, Centro de Competências para as Ciências e Tecnologias do Mar e pode ser visitada até 15 de maio. Reunindo o que de melhor é feito pela Universidade do Porto na área do mar, a mostra pretende explorar todo o potencial do Mar no contexto da inovação, investigação e potencial económico, nomeadamente no que se refere ao desenvolvimento de novas empresas tecnológicas. É também um excelente exemplo da atual relação e articulação entre Câmara do Porto e Universidade, um dos maiores ativos da marca Porto.
Ambiente: Frota automóvel elétrica
Os temas do ambiente são sempre muito discutidos no Facebook quando deles se fala. O Porto reduziu muito as suas emissões de CO2 na última década, muito graças ao Metro. Mas a cidade quer mais. A STCP vai ter uma nova frota ecológica e também os carros da autarquia serão elétricos dentro em breve. Da polícia aos veículos dedicados ao ambiente e às empresas municipais que tratam dos bairros e das obras, todos vão passar a dispor de veículos elétricos. O custo pode ser, agora, um pouco maior, mas só em poupança com combustível, a Câmara ganhará cerca de 600 mil euros por ano. Vale a pena e os seguidores no Facebook estiveram, esta semana, de forma esmagadora, de acordo com a estratégia.
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