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Luís Tomé

Luís Tomé

Professor Catedrático de Relações Internacionais

Que "NATO 3.0"?

06 de julho de 2026 às 00:30

A agenda da Cimeira da Aliança Atlântica de 7-8 de julho, em Ankara, Turquia, inclui investimento em defesa, produção militar, apoio à Ucrânia e parcerias globais, mas a questão central é a transição para uma “NATO 3.0”, assim designada pelo Subsecretário da Defesa dos EUA, Elbridge Colby, em que os EUA retiram forças da Europa e os europeus compensam com mais capacidades e responsabilidades. Daí o Secretário de Estado dos EUA, M. Rubio, classificar esta Cimeira como “provavelmente, a mais importante da história da NATO”. A redução do papel dos EUA na defesa europeia é uma realidade, e já com calendário: na reunião de Ministros da Defesa da Aliança, em Bruxelas, a 18 de junho, o Secretário da Defesa norte-americano, P. Hegseth, anunciou uma revisão das forças americanas na Europa em seis meses. A Europa precisa de mais tempo para desenvolver capacidades que só os EUA têm, e querem um roteiro para uma transição estruturada rumo à nova versão da Aliança; mas os EUA podem avançar com uma retirada unilateral e sem esperar que os europeus preencham lacunas, deixando a segurança europeia mais fragilizada. Que “NATO 3.0” sairá desta Cimeira?

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