No momento em que escrevo estas linhas, Trump pede a Deus que o ajude nas funções que acaba de assumir e eu peço a todos os deuses que nos ajudem, porque temo que vamos precisar.
Gostaria de enganar-me, mas temo que a Administração Trump tenha as mais devastadoras consequências para a segurança global. Trump não tem ideologia a não ser a do excecionalíssimo americano levado ao extremo. O protecionismo que anuncia significa guerra e não apenas comercial. Relativamente à Europa é determinado pela agenda de Putin que visa a destruição da NATO e a anulação da UE.
Trump pode até vir a entrar em conflito com a Rússia, mas entretanto ser-lhe-á instrumental.
A vitória de Trump deve-se ao ressentimento popular com décadas de governação dominada pela ideologia neoliberal desreguladora ao serviço dos grandes interesses económicos em detrimento dos trabalhadores - é o que explica a recetividade de setores da sociedade americana, e também das europeias, a agentes populistas que prometem mudanças revolucionárias contra o sistema. Mas como se viu até pelo desconchavado discurso de Trump, não há plano revolucionário nenhum. Só voluntarismo anarquista. So help us God!
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
E é isto que acontece quando a lei existe, mas a humanidade falha.
Há quem julgue que criticar por criticar dá tecto às pessoas.
Já se sabia que o jogo de Francesco Farioli tem muita rigidez.
Com um líder genuíno, há união, coordenação e resposta eficaz da proteção civil.
Quem escreve os discursos do PM não conhece bem a importância das palavras.
Bernardo Fontes brilhou frente ao Benfica, com dez defesas.