Miguel Alexandre Ganhão
Subchefe de RedaçãoVamos por partes: o Metro do Porto sempre foi concessionado a privados e, tanto quanto se pode constatar, sempre funcionou bem. Findo o contrato de concessão, o governo, através da Secretaria de Estado dos Transportes, de Sérgio Monteiro, lançou um novo concurso, em agosto de 2014. Só que, desta vez, não estava só em causa o Metro, foi-lhe acrescentada a exploração da STCP. Primeiro problema: quem ganhasse o concurso para a exploração do Metro era obrigado a renovar a frota da STCP no prazo de 10 anos. Os potenciais candidatos franziram o sobrolho. As margens de exploração já eram tão baixas que renovar uma frota de autocarros era uma despesa que tornava o negócio pouco atrativo. Mais: existia ainda o problema da manutenção das composições e da via. Para ultrapassar este obstáculo, a EMEF, empresa pública do Grupo CP, chegou-se à frente e disponibilizou serviços a quem quisesse ir à concessão.
Feitas as contas, o consórcio Via Porto, liderado pela Barraqueiro e que foi o último gestor privado do Metro, desistiu de apresentar propostas. A mesma decisão foi tomada pelos franceses da Transdev. Ficou de pé a proposta apresentada pelo Metro de Barcelona (FMB) em consórcio com a TCC. Mas como isto de ter um só candidato fica mal, à última hora apareceram os ingleses da National Express, que, por terem entregue a oferta fora do prazo, foram desqualificados.
Nas vésperas do fim do prazo, a EMEF veio anunciar que fazia um desconto, a todos os interessados, de 1,7 milhões de euros por ano nos serviços de manutenção. Ora, como não havia mais ninguém senão os espanhóis, estes gritaram ‘Olé!!!’
Resultado: o vencedor do concurso era para ser anunciado no fim de janeiro. Estamos em fevereiro e não existe decisão. Hoje mesmo, o Parlamento discute a anulação pura e simples do concurso. Entretanto, já 11 comboios deixaram de circular por falta de manutenção, pois o último orçamento oferecido pela EMEF não chega nem para os parafusos.
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