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João Cortesão

João Cortesão

Jornalista

Vinho tinto disfarçado: brancos de tintas

31 de maio de 2026 às 00:30

Ainda desconhecidos para muitos consumidores, os blanc de noirs provocam sempre algum espanto numa primeira prova. A ausência de cor baralha os sentidos e cria uma dissonância entre o que se vê no copo e os aromas que se sentem no nariz, fruto de um trabalho enológico que permite manter os aromas de uma casta tinta num vinho sem cor. Na maior parte das uvas tintas, a cor só existe na película dos bagos e, para que o vinho tinto ganhe a sua cor intensa é necessário um processo de maceração que permite ao enólogo afinar o perfil que pretende. Dependendo do momento em que as películas são retiradas, o resultado poderá ser um vinho tinto, um rosé com mais ou menos cor ou, em casos especiais, um vinho branco.

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