O despacho do juiz Sérgio Moro em que divulga a escuta a Lula e Dilma é histórico. Em nome do interesse público, Moro devolve ao povo brasileiro o escrutínio sobre um ato que configura uma obstrução à ação da justiça e que os magistrados da 1ª instância não poderiam investigar. Um crime praticado por um presidente e um ex-presidente, ambos sob investigação. O que está ali em causa não é um conflito entre o poder político e o poder judicial.
O que está a acontecer no Brasil é uma operação de contornos mafiosos para travar a justiça. Em dois dias, Lula e Dilma deram um golpe fatal no património político de uma esquerda brasileira que adquiriu uma aura quase mitológica na Europa. E mostraram até à saciedade a conceção instrumental que têm do poder político. Meteram o PT, o governo e o Estado brasileiro ao seu serviço com o confessado objetivo de esmagar a justiça a seu favor. Basicamente, querem consagrar a sua própria impunidade e deixar a lei para aplicar aos outros.
Como dizia Almeida Santos, o velho patriarca da política portuguesa recentemente falecido: para os amigos tudo, para os inimigos nada, aos outros aplique-se a lei. Moro desmascarou-os e prova que ainda há juízes no Brasil e no Mundo.
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