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Francisco Moita Flores

Francisco Moita Flores

Professor universitário

As inseguranças

03 de setembro de 2026 às 00:30

Carlos Moedas, presidente da Câmara de Lisboa, foi dar uma aula na universidade de verão do PSD. Esse centro de depuração dos jotas que forma adjuntos, assessores, chefes de gabinete e demais ofícios correlativos. Uma escola de fim de semana para cultivar caciques. E falou de insegurança. Diz-se alarmado com a falta de segurança na capital. Não lhe fica bem. E nem lhe fica bem dizê-lo em voz alta, a partir da comunicação social, aos seus munícipes. Pela simples razão de que não é verdade. Lisboa e Portugal são dos lugares mais seguros do mundo. Esta é a verdade suportada em números e não no discurso xenófobo e panfletário do Chega. Quando Moedas usa as narrativas deste grupo de extrema-direita, julgando roubar-lhe espaço político, não percebe que o primeiro dever de um presidente da Câmara é transmitir segurança àqueles que nele votam. Diga-se, desde já, que é natural que a criminalidade venha a aumentar em Lisboa. Há muito que está estudada a correlação entre cidades mais desenvolvidas e crescimento do crime. Sutherland, sociólogo americano, fez a demonstração há um século. Compreendo que numa universidade de verão se possam dizer todas as barbaridades. Porém, há limites que nenhum autarca pode ultrapassar.

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