Germano Almeida
Especialista NOWDaqui a duas semanas e meia, Portugal conhecerá quem vai suceder a Marcelo. Muito provavelmente será António José Seguro, atendendo aos níveis de rejeição de André Ventura e à capacidade que o ex-líder do PS mostrou, já na primeira volta, de reunir apoios que vão muito para lá do Partido Socialista e do resto da esquerda. Os moderados do centro e do centro-direita deverão selar o regresso de um socialista a Belém, 20 anos depois de Sampaio ter passado o testemunho a Cavaco. Mas o crescimento rápido de André Ventura não deve ser subestimado e é possível que a dinâmica dos próximos dias possa levar a algum grau de indefinição. Seja Seguro ou Ventura, faço as seguintes perguntas ao próximo PR: 1) Como lidará com Trump?; 2) Quer um Portugal mais atlantista ou, perante o que vem dos EUA, isso é impossível?; 3) Até que ponto Portugal deve estar disposto a fazer sacrifícios pela defesa da Ucrânia?; 4) Portugal devia ter-se juntado aos nórdicos, à França, ao Reino Unido ou ao Canadá e já deveria ter disponibilizado ajuda militar à Dinamarca e à Gronelândia?; 5) Defende o cumprimento do RearmEU e dos 5% NATO até 2035 ou promoverá uma renegociação nos próximos anos?; 6) Será um Presidente capaz de fazer pedagogia no sentido de garantir um consenso nacional para tornar viáveis as decisões difíceis que aí vêm em matérias de defesa da soberania e Segurança Nacional?
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