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João Moniz

João Moniz

Jornalista

A assunção de erros de Varandas

07 de novembro de 2026 às 00:30

O despedimento de Rui Borges, no primeiro dia deste mês, é uma assunção de culpa de Frederico Varandas. Mesmo que não o admita, a troca de treinador destapa vários erros cometidos pelo presidente do Sporting. Primeiro que tudo, a renovação de contrato em maio passado, quando a época até então se pautava por zero títulos conquistados. Depois, a manutenção do técnico após a derrota na final da Taça de Portugal. Era claro que Borges partia fragilizado para 2026/27 e sem capacidade de resistência à contestação. Varandas errou uma terceira vez no timing do despedimento do transmontano nesta época. O momento certo teria sido na paragem das seleções de setembro, quando o Sporting empatara dois jogos seguidos para a Liga mas ainda só dependia de si para ser campeão. Privilégio de que Paulo Fonseca agora não dispõe. A saída de Borges também acaba com a ideia de que o insucesso desportivo do Sporting em 2025/26 se devia só aos jogadores, premissa para a revolução operada no plantel, com a equipa a acusar a pressão de mexidas a mais. E, por último, todo o processo de gestão do despedimento. Varandas perdeu a superioridade moral de que tanto se gaba quando já falava com um novo treinador sem que o antigo soubesse que ia sair.

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