Imagino a cara de um pequeno ou médio empresário português, com um negócio promissor mas ainda combalido pela pandemia, e por isso mesmo com acesso dificultado ao crédito da banca comercial, quando soube que mais de metade do valor dos fundos europeus para a recapitalização das empresas foi para uma única empresa. Se ele não fecha imediatamente o negócio e tenta a sua sorte noutras paragens, ele merece o definhamento que o espera em Portugal. Porque essa é a moral desta história: fujam.
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Passos são, como sempre foram, longos, tormentosos e politicamente incertos.
A ‘geringonça’ salvou a carreira política de António Costa e exportou-o para Bruxelas.
Luís Montenegro segue esta escola. A ministra da Administração Interna, jurista respeitável, desempenhava desde o início um papel que não era o dela.
Já ficava feliz se o governo comunicasse com o país em português de gente.
A fúria da natureza não se verga perante cartões partidários.
Numa democracia madura, as eleições não são um incómodo a gerir, mas um dever a cumprir.
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