Não sei se Portugal é um país de ‘brandos costumes’. Mas sei que, no século XX, a pátria não atingiu os patamares de loucura de outras latitudes: nem na República, nem na ditadura, nem na revolução. Isto conferiu aos portugueses uma certa aversão pelo radicalismo e pela violência que, excepto em contextos patológicos e privados, permanece.
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Em Portugal, nada é mais difícil do que o humor. A realidade vem sempre coberta por uma mortalha absurda que derrota qualquer concorrência.
Foi preciso muito detergente, nas revisões posteriores, para limpar estas manchas.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Basta uma temporada longe do poder para que a desafinação se instale.
Pedro Passos Coelho quer reformas – e empurra o governo para os braços do Chega.
O PS já percebeu que pode esticar a corda sem risco e ameaça ‘rupturas’ dramáticas se não lhe reservarem um lugar no Tribunal Constitucional.
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