O CM noticiou na segunda-feira a publicação em Portugal de ‘Um Hino à Vida’, o livro testemunho de Gisèle Pelicot em que ela teve o apoio de uma redatora conceituada. O caso é conhecido: Na casa dos 60 anos de idade, entre 2011 e 2020, a francesa com carreira na maior empresa de eletricidade do país foi objeto de hediondas violações suscitadas pelo marido que a drogava até à inconsciência e entregava a clientes para abusarem dela. Após processo judicial, ele foi condenado a 20 anos de cadeia e 50 réus envolvidos tiveram penas de prisão entre os 3 e os 15 anos. Acontece que Gisèle recusou ser uma vítima comum, deprimida e aniquilada pela vergonha. Perdeu o medo às palavras e com elas “coseu a vida”, segundo a sua própria expressão. A edição do livro em português, simultaneamente com 20 outras línguas, constitui um desafio. Vivemos num país em que todos os dias há notícias de violência doméstica com assassínio de muitas mulheres e questionamo-nos se esta sociedade patriarcal insensata pode olhar indiferente e em silêncio para tamanha barbaridade. Todos os homens são responsáveis pelo estado da cidadania em que as mulheres fazem de exceção. E têm de fazer jus à liberdade e à igualdade.
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