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João Vaz

João Vaz

Redator principal

1.º de Maio cheira a deceção

30 de abril de 2026 às 00:30

A comemoração do 1.º de Maio, como Dia do Trabalhador, tem 136 anos em Portugal e soma jornadas de luta, dor, conquista e euforia. Para ver o filme todo, basta recordar as greves pelo dia de trabalho com 8 horas, em linha com a origem da data em Chicago (EUA), os manifestantes mortos no centro de Lisboa, em 1961, 62 e 64, as reivindicações concretizadas e as imensas multidões nos desfiles em liberdade, sobretudo 1974 e 75. Este ano, o interesse foca-se nas novas leis laborais que estão a queimar no fogo do confronto político-partidário. Para o propósito acabar estragado têm contribuído vários ajustes nefastos em que sobressaem a arrogância do Governo e o despeito dos parceiros sociais. Nos condimentos negociais faltaram sempre a vontade de concertar e a consciência das prioridades para o desenvolvimento económico e melhor nível de vida para todos. As perspetivas são de desilusão. Ninguém atende a que Portugal tem os melhores trabalhadores do mundo, como elogiava Marcelo Rebelo de Sousa. Conclui-se que a qualidade só se manifesta sob legislação de outros estados. Por cá, as leis são ineficazes na opinião dos patrões e abusivas segundo os trabalhadores. É impossível viver em prosperidade com todos. 

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