Entre os prédios que, a uma distância respeitável, rodeiam o Parlamento húngaro, em Budapeste, há um edifício que, à altura do terceiro ou quarto andar, apresenta numerosos sinais de impactos de balas. Os estragos cuidadosamente preservados testemunham a repressão com mortes de uma manifestação pela liberdade e a democracia, em 1956. O discreto memorial lembra a invasão do país por tropas russas para impor a ordem soviética. A gritar frases como “Russos voltem para casa”, grupos de jovens reeditaram a recordação nas festas da vitória eleitoral de Péter Magyar sobre Viktor Orban. O novo primeiro-ministro da Hungria faz, de facto, a memória falar mais alto: Lançou a campanha do partido em 15 de outubro de 2025, dia de aniversário dos trágicos acontecimentos, e repetiu mobilização em 15 de março. Apostou ainda na iniciativa ‘Passos de Santo Estêvão’, para lembrar o primeiro rei dos húngaros, que vindo do oriente se converteu ao cristianismo e acabou canonizado santo pelo Papa Gregório VII, em 1083. O futuro próximo anuncia-se-lhe, porém, exigente. Logo na segunda-feira soube que o ainda ministro dos Negócios Estrangeiros, acusado de fornecer segredos da União Europeia a Moscovo, estava no gabinete a destruir documentos secretos.
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