A instituição pela Assembleia da República do 24 de março como Dia do Estudante tornou exigível uma prova de vida em todos os inícios da Primavera. A tradição cumpriu-se anteontem, com milhares de jovens a manifestar-se pelo fim das propinas no ensino superior público, por mais ação social e, sobretudo, alojamento acessível para os estudantes obrigados a distanciar-se da família. Esta agenda reivindicativa apresenta-se consensual e parece, em parte, acolhida pelo Governo. O problema grave que os jovens só vão enfrentar mais adiante, está na demora de implementar mudanças no ensino que respondam aos avanços científicos e tecnológicos. O alarme já se ouve a muitos agentes económicos, mas os responsáveis políticos marcam passo inventando falsas soluções como colmatar a falta de professores prolongando, com um subsídio de 750 euros, o serviço dos que já estão reformados. Hoje seria interessante recordar as origens do Dia do Estudante proibido pela ditadura de Salazar logo na primeira comemoração, em 1962. A participação dos estudantes na vida escolar e da sociedade segue, contudo, apenas uma constatação lida nas paredes do Maio de 1968: “Quanto a juventude tirita, todo o mundo tem frio".
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