Há quem cultive a arte de parecê-lo sem sê-lo. Então na política o que mais temos são artistas dedicados à elaboração de diplomas legais com preâmbulos que são verdadeiras preciosidades teóricas, seguidos, porém, de articulados que são autênticos desastres.
Quando isso acontece ainda em fase de aprovação das leis, há logo quem afirme que mais importante do que estas é a cabeça das pessoas e a forma de as interpretar e aplicar, o que por vezes é verdade, mas outras não.
Exemplo (felizmente, ainda não acabado) do que se afirma é o projeto de regime legal de inclusão escolar que o ME pôs à discussão pública durante o sufocante período de encerramento do ano e as justas férias dos professores.
Lendo o preâmbulo, não há quem os leve presos; lendo-o até ao fim, não há quem os absolva.
Deixar de classificar crianças e jovens e, assim, eliminar a CIF como instrumento de referenciação, é positivo, mas despojar as escolas dos seus recursos humanos, perverter o papel do docente da Educação Especial, fazer depender a aplicação de medidas dos parcos recursos das escolas, centrar no diretor ou, até, fora da escola decisões pedagógicas específicas, admitir o retorno de alunos às instituições… em lado nenhum dá pelo nome de inclusão.
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