Histórico... Já lá vão mais de três anos, mas recordo-me daquela tarde de setembro como se fosse hoje. Aos 78 anos, o grande Fernando Alvim ia receber-me em sua casa, ali no Bairro Alto. Recebeu-me bastante debilitado, mas com uma disponibilidade comovente. Mostrou-me a primeira guitarra comprada em 1957 por um conto e quinhentos (7,5 euros), "na altura muito dinheiro", falou-me da infância, que a mãe o levava a pé desde o Príncipe Real até ao Coliseu para assistir a temporadas de Ópera, do amigo Carlos Paredes com quem partilhou os palcos durante 25 anos, do não menos amigo Zeca Afonso e das viagens que teve de deixar de fazer por causa da saúde.
Disse-me que nunca procurou popularidade, mas que se sentiu honrado quando o seu nome apareceu pela primeira vez num cartaz (coisa que não era habitual com os que acompanhavam os fadistas à guitarra). Terminou dizendo que aceitava o reconhecimento que lhe quisessem dar e que esperava ter mais tempo para compor. Despediu-se de mim naquela tarde e despediu-se do Mundo no passado dia 27 de fevereiro. Guitarrista "sem voz que servisse" como chegou a desabafar, mas ainda assim assumidamente "fadista de alma e coração". E ai de quem lhe dissesse o contrário.
Natureza... Se há projetos originais, o novo trabalho de Afonso Pais é um deles. O disco ‘Terra Concreta’ nasceu da ideia de levar a música de volta à sua primeira origem, a natureza. Fora do estúdio ou de uma sala de espetáculos foi gravado nas zonas mais remotas dos nossos Parques Naturais, sem geradores, só com instrumentos acústicos e com a ambiência irrepetível dos sons naturais. O disco tem vários músicos convidados. Entre eles está a cantora Luisa Sobral.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
O futebol é, na verdade, ele próprio uma alegoria aos prazeres da carne.
“Jogadores que não descansam parados” e “esquema-fetiche.”
Portugal acabou degolado como Golias na história bíblica.
Em 2022, no United, liderava o ranking dos ‘haters’ britânicos.
O futebol está cheio de chavões e terça-feira vingaram três deles.
À hora que Éder marcava o golo da vitória portuguesa ele conhecia o amor da sua vida.