Marcelo sabe que só Maria de Belém o pode forçar a uma segunda volta.
Com o seu equilíbrio, moderação, matriz católica, Maria de Belém irá disputar o voto do centro ao único candidato do espaço da direita. E Marcelo não gosta de contrariedades. O desconforto do superfavorito foi nítido no debate de ontem. Fraco e rasteiro. Marcelo quase perdeu a compostura frente a uma frágil mulher, o que não é bom para uma imagem há anos pintada em tons de bonomia e superioridade ética.
Os candidatos falaram mais dos defeitos alheios do que de ideias próprias. Belém foi sorrindo enquanto espetava bem fundo ferretes com contradições comportamentais do adversário.
Marcelo está cheio de tiques, quase se deita sobre a mesa, o que leva a imagem a dar solavancos qual barco em mar traiçoeiro.
Ou o candidato da direita refaz o discurso e a atitude, ou poderá ir em perda até ao dia da votação. Nesse caso, Maria de Belém disputará com Nóvoa o lugar de finalista nos boletins da segunda volta. Também aí, Belém será mais incómoda para Marcelo do que um Nóvoa com perigosas leituras constitucionais.
Seria dramático o lugar de Presidente ser decidido entre um génio bipolar e um utópico extremista.
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É sobre a Justiça que António José Seguro poderá agir mais diretamente.
Com esta gente ao comando, o Povo pode passar de assustado a revoltado.
Quem terá pagado a filmagem e montagem do vídeo? Obviamente, os nossos impostos.
É o mesmo espírito público, o que semeia o caos no SNS e o que imprime boletins de voto.
Os dois corporizam a figura que o saber romano legou à posteridade como ‘bonus pater familiae’.
Perguntemos aos luso-venezuelanos como viram esta intervenção. Com alívio e esperança.