Marcelo Rebelo de Sousa marcou as eleições para 30 de janeiro. Prevejo que, nos próximos tempos, haverá desmaios por aí. O nosso primitivismo político também se manifesta nestas coisas: o que é banal nos restantes países europeus – um tempo generoso para que a democracia não se faça às pressas – adquiriu entre alguns uma urgência cavernícola, como se o futuro da pátria dependesse de uma semana a mais ou a menos.
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O estilo lúdico de Marcelo é o melhor de Marcelo: num país ‘engravatado todo o ano e a assoar-se na gravata por engano’, terei saudades deste jogral.
Desafiar Passos Coelho para as eleições internas do PSD é outra forma de desconversar: transforma um problema de governação num ajuste de contas partidário.
Sempre que o Tio Sam se mete em aventuras militares contra regimes tirânicos, a esquerda doméstica começa o seu carrossel de histeria e lamúria.
Com todas as reservas que Trump me merece, espero que esta guerra, uma vez iniciada, traga pelo menos a libertação dos iranianos.
José Sócrates já tem novo advogado. É o quarto oficioso.
Passos Coelho funciona hoje como um governo-sombra informal: não governa, mas lembra semanalmente que alguém poderia fazer o jeito.
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