O poder corrompe, já sabemos, mas a ausência de poder corrompe absolutamente. O congresso do PS mostrou-o. Quando o partido está no poder, a afinação dos seus notáveis rivaliza com o Coro de Santo Amaro de Oeiras. Mas basta uma temporada longe do poder para que a desafinação se instale. Há uma parte do partido que não tem pressa porque sabe que é preciso tempo para construir um novo contrato com os portugueses. Carlos César deu-lhe voz. Depois há um outro PS que já começa a dar sinais de privação, exigindo a Tomada da Bastilha. São os órfãos do costismo e do pedronunismo em busca dos seus brioches. José Luís Carneiro, até ver, tem dado mais atenção aos famintos, atiçando-lhes o apetite. Faz mal. Como líder do partido, ele é um prato tentador - e, quando a fome se torna insuportável, só resta o canibalismo.
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Basta uma temporada longe do poder para que a desafinação se instale.
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