Teodora Cardoso falou e o país institucional não escondeu o seu escárnio. O défice de 2,1% foi um ‘milagre’, obtido com medidas que não são ‘sustentáveis’ (corte no investimento público, perdões fiscais, etc.)? Eis o óbvio ululante, que os pérfidos ‘mercados’ entendem muito bem.
Fatalmente, o PS e o Presidente da República, que não deviam confundir-se, optaram pelo humor. Carlos César congratula-se por haver especialistas, como a dra. Teodora, que ainda acreditam em milagres na economia. O Presidente, pelo contrário, garantiu ao povo que milagres só em Fátima e que o défice saiu do ‘pêlo’ dos portugueses.
Perante isto, uma só dúvida: o que leva Teodora Cardoso a ficar no Conselho de Finanças Públicas? Um prazer perverso em ser material para piadas? Com a sua idade e currículo, seria mais sensato entregar as chaves. E assistir à comédia política nacional no conforto da arquibancada.
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Em Portugal, nada é mais difícil do que o humor. A realidade vem sempre coberta por uma mortalha absurda que derrota qualquer concorrência.
Foi preciso muito detergente, nas revisões posteriores, para limpar estas manchas.
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