Sempre que há sarilhos no país, o primeiro-ministro adopta a posição de lótus e recomenda calma aos meros mortais. Aconteceu agora, com os russos de Setúbal que recebiam refugiados ucranianos. O PSD queria saber o que fez o primeiro-ministro com os relatórios que lhe chegavam dos serviços de informação. O dr. Costa, que já não é deste mundo, aconselhou o dr. Rio a acalmar-se. E a ‘deixar as instituições funcionar’.
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Basta uma temporada longe do poder para que a desafinação se instale.
Pedro Passos Coelho quer reformas – e empurra o governo para os braços do Chega.
O PS já percebeu que pode esticar a corda sem risco e ameaça ‘rupturas’ dramáticas se não lhe reservarem um lugar no Tribunal Constitucional.
É só o fim das certezas fáceis.
Eis, finalmente, os três anos de estabilidade e diálogo que o Presidente Seguro tão generosamente nos prometeu.
O destino do conflito será decidido entre o impulso de parar já e a suspeita de que parar agora pode sair mais caro do que continuar.
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