Luís Tomé
Professor Catedrático de Relações InternacionaisHá muito que a Gronelândia é alvo do interesse dos EUA: em meados do Século XIX, ponderaram comprá-la; no final da II Guerra Mundial, ofereceram 100 milhões USD em ouro que a Dinamarca recusou, celebrando então um tratado de defesa que deu aos EUA a Base Aérea de Thule, atualmente Base Espacial de Pituffik; em 2019, o Presidente Trump sugeriu um “negócio” que os governos dinamarquês e da Gronelândia (autónoma desde 2009) nem quiseram considerar. Trump volta agora a insistir, enfatizando razões de “segurança nacional” e não descartando o uso de meios militares. A crescente relevância geopolítica da Gronelândia na competição com a Rússia e a China, os seus abundantes recursos naturais (designadamente terras raras, essenciais para a indústria de defesa e tecnologia), a proximidade da América do Norte e a centralidade nas rotas do Ártico justificam o interesse dos EUA, mas não o bullying de Trump sobre a Dinamarca, aliada NATO. E isso inclui o incentivo à independência da Gronelândia, preparando-se a Administração Trump 2 para interferir nas eleições nesse território dinamarquês previstas para abril de 2025. Trump segue a ‘doutrina Putin’!
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Trump ainda não conseguiu explicar porquê nem o objetivo da guerra.
Irão optou por retaliar com tudo o que tem durante o tempo que puder.
A Rússia não conseguiu vergar a Ucrânia nem derrubar o Presidente Zelensky
Mais do que palavras, a resposta europeia exige reformas.
EUA e Rússia possuem em conjunto mais de 90% das armas nucleares
Esta situação é similar ao que já vimos em junho passado.
O Correio da Manhã para quem quer MAIS
Sem
Limites
Sem
POP-UPS
Ofertas e
Descontos