Depois de três dias de buscas do Nada nas terras abandonadas a caminho da Praia da Luz, espero que os inspectores alemães, ingleses e seus serventes portugueses tenham descansado o fim-de-semana no Algarve, para, de sexta a domingo, juntarem ao inútil o agradável. Tenda de campismo já tinham. Bem na vi: cabiam lá uma data deles. Nalgum dos poços em ruínas que vasculharam à procura do Nada poderiam escoar as necessidades; e para se lavarem do suor das buscas do Nada e do sal marinho algarvio, há sempre algum vizinho bom que cede uns alguidares e atoalhados. Desejo que tenham descoberto o Algarve como os astrónomos que, com mais propósito do que eles, descobrem planetas em universos excêntricos. Nos terrenos que anseiam em seco pousio pelo regresso das raízes e sombras frescas de figueiras, alfarrobeiras e amendoeiras, os inspectores alemães, ingleses e seus escravos portugueses afinal cumpriram: vieram à descoberta do Nada e encontraram o Nada.
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