Espera-se que as conclusões do relatório ao inferno de Pedrógão Grande não se fiquem por um chorrilho de banalidades e que não venham acompanhadas das recomendações de sempre (mais prevenção, mais meios aéreos, mais isto e aquilo).
Espera-se que as três questões fundamentais sejam respondidas de uma forma muito clara e inequívoca: por que razão não foram evacuadas as aldeias e lugares; por que razão a ‘estrada da morte’ estava aberta; por razão falharam as comunicações. Espera-se que sejam apontados culpados e não os suspeitos do costume. E, por último, espera-se que seja célere.
Temo, infelizmente, que nenhum destes desejos seja cumprido. Mas mesmo que assim fosse, nada apaga a dor e o sofrimento de familiares e amigos dos mártires, nem a tristeza e a angústia de um País solidário.
Por isso, este deve ser também um momento de reflexão sobre a vida e a forma como nos relacionamos e comportamos perante ela. Basta ler a história de cada uma das 64 vítimas e olhar os rostos de quem encontrou a morte de forma tão chocante quanto inesperada, para perceber como tudo pode ser tão passageiro, tão efémero, tão coisa nenhuma.
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