Encorajado pelo sucesso da captura de Maduro e convencido de que conseguiu vergar os aliados da NATO à sua vontade no caso da Gronelândia, Donald Trump virou agora as atenções para o Irão. Há quase três semanas, no auge dos protestos contra o regime de Teerão, o presidente dos EUA tinha prometido ao manifestantes que a ajuda "estava a caminho", mas - distraído pela Cimeira de Davos e de mãos atadas pela ausência de um porta-aviões no Golfo - acabou por não fazer nada, deixando passar o 'timing' em que uma ação militar poderia, talvez, ter contribuído para o derrube do regime. Agora, milhares de mortos depois, a esperança dos manifestantes desvaneceu-se e o regime controla novamente o país com mão de ferro. Por isso, como o argumento de ajudar os manifestantes e evitar mortes já não é aplicável, Trump decidiu 'ressuscitar' o programa nuclear iraniano - que ele próprio garantia há poucos meses que tinha sido "completamente obliterado" - como justificação para ameaçar Teerão. No fundo, aquilo que o autoproclamado 'campeão da paz' precisa para fazer a guerra é apenas de uma boa desculpa.
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