O 'presidente da paz' iniciou o novo ano a atacar um país soberano e a sequestrar o seu presidente, numa clara violação dos mais elementares princípios da lei e do direito internacional. Não é que a Venezuela ou o mundo venham a ter saudades de Maduro, mas a intervenção dos EUA - à qual só faltou chamar uma 'operação militar especial' para ficar melhor enquadrada com os tempos - vem confirmar que o mundo baseado em regras que todos conhecíamos acabou. Quando até a América, que durante décadas foi um farol de liberdade e democracia, abraça sem reservas a lei do mais forte, juntando-se à Rússia e à China numa competição sangrenta por 'esferas de influência', é de temer o pior. A lista de alvos da nova 'doutrina Donroe', como Trump lhe chamou - num abastardamento saloio da 'Doutrina Monroe' de 1823 -, parece já estar definida: Colômbia e México, com a desculpa do tráfico de droga; Cuba, porque é um espinho encravado na garganta de Washington e de Marco Rubio; Canadá, porque todo o bom ditador gosta de expandir o seu império; e a Gronelândia, porque é "imprescindível para a segurança nacional dos EUA". Subitamente, o tal 'kit de sobrevivência' aconselhado por Bruxelas começa a fazer cada vez mais sentido...
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
O mundo baseado em regras que todos conhecíamos acabou.
Fotos e referências a Trump nos ficheiros do caso Epstein sumiram misteriosamente.
Enviados de Trump voltaram para casa de mãos a abanar.
Se fosse o líder russo a desenhar o plano de Trump, não teria feito melhor.
Vai liderar a partir daqui um governo paralisado e refém de um Parlamento hostil.
Trump foi novamente enganado por Putin e não gostou.
O Correio da Manhã para quem quer MAIS
Sem
Limites
Sem
POP-UPS
Ofertas e
Descontos