Ainda embalados pelas palavras sábias e humanistas do Papa Francisco, que disse, entre outras coisas, em Lisboa, que os jovens se “devem animar e não ter medo”, vimos passar neste fim de semana o Dia Mundial da Juventude. A data foi escolhida para o tolhido presidente do PSD pôr também o dedo na ferida. E o que disse Luís Montenegro? “Continuamos a investir muito do nosso capital a qualificar as pessoas para as darmos depois de bandeja a outras geografias e comunidades.” Já da parte do Governo, António Costa prometeu, no Twitter, continuar a trabalhar “para que os jovens possam realizar as suas ambições em Portugal”. São boas intenções que esbarram num quotidiano incapaz de responder ao futuro. E isso é preocupante: o desfasamento entre o que o País dá e exige aos jovens é de bradar aos céus. Podem ser os mais qualificados, mas são geralmente mal pagos, desinteressados por estruturas políticas e sociais antiquadas, tecnologicamente dependentes, sobrecarregados, deprimidos. E que terão mais à frente faturas pesadas para pagar dos erros de gestão cometidos por ‘velhos do Restelo’. Ignorar isto é contribuir para um País que é cada vez menos para jovens.
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