Quem ouvisse o primeiro-ministro falar, neste fim de semana, sobre a resposta às vítimas da tempestade, podia pensar que o sistema tudo fez para funcionar a tempo e horas. “Há uma estrutura de coordenação que funciona 24 horas por dia, com a câmara, a GNR e os bombeiros, a fazerem um acompanhamento contínuo da situação do rio, das estradas e dos aluimentos de terra”, disse Luís Montenegro, a olhar para um rio Douro cheio, debaixo de bátegas de chuva que os chapéus tiveram dificuldade em suster, no Peso da Régua. Esteve certeiro a dar ênfase à articulação com Espanha, além de enumerar famílias e empresas que já pediram apoio para suportar perdas e prejuízos. Só que estas palavras de ação foram proferidas mais de uma semana depois da catástrofe. De novo, tudo tardou no socorro e na ajuda. Nas primeiras 48 horas, o Governo esteve ausente, as autoridades descoordenadas, a ministra da Administração Interna manteve a agenda, o comandante da Proteção Civil foi a Bruxelas para uma formação. A valiosa comunicação central foi ufana e desastrada. Só os ventos e a chuva devastadores chegaram a horas. A tempestade é imponderável, mas a resposta aos efeitos, quando há vidas em jogo, tem o dever de não se atrasar.
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A tempestade é imponderável mas a resposta tem o dever de não se atrasar
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